Esta actividade tinha por objectivo reconhecer a influência dos media digitais na construção da identidade social dos jovens.
Para a realização desta actividade foram constituídos grupos que teriam de:
1. ler e elaborar uma síntese do texto escolhido, com base nos seguintes aspectos:- apresentação do estudo;
- objectivos do mesmo;
- principais resultados e
- principais conclusões;
3. discutir as sínteses apresentadas pelos diversos grupos.
Como foi referido, foram dados à escolha seis textos e o nosso grupo escolheu o texto 6:
Cardoso, Gustavo; Espanha, Rita; Lapa, Tiago (2007). E-Generation: Os usos de Media pelas Crianças e Jovens em Portugal, CIES-ISTE, Lisboa.
Trabalho realizado
Grupo 6: Catarina Oliveira, Liliana Vidal e Vanda Carvalho
http://www.smf.pt/vanda/site_mds/
Reflexão sobre os restantes textos, trabalhados pelos outros grupos:
A influência das novas tecnologias na construção da identidade dos jovens, acaba por ser comprovada pelos restantes 4 temas tratados, onde são analisadas em pormenor algumas das vertentes destas novas tecnologias (blogues, sites, meios de comunicação móveis, chats, redes sociais, etc.). As novas tecnologias potenciam a construção de uma identidade dinâmica e em constante evolução, porque os meios que os influenciam também estão em constante mudança. As novas tecnologias permitem a rápida edição, divulgação e troca de conteúdos, onde todos contribuem para a construção de um conhecimento colaborativo.
A síntese feita pelo grupo 2 foi muito bem delineada, com objectivos muito claros e agradou-me o modo como foi apresentada a síntese.
Ficou claro pela síntese, que os jovens utilizam os weblogs e páginas pessoais para exprimirem as suas ideias, angustias, dúvidas, medos, motivações, partilhando-as com os colegas e todos aqueles que têm acesso a esta informação. Funciona como um diário pessoal onde desabafam os problemas do dia-a-dia e as incompreensões dos adultos.
Também é muito importante o feedback que recebem (comentários) sobre os temas colocados online e funcionam com um modo de aceitação na sociedade. Neste sentido, fica clara a influência dos blogs e sites pessoais na construção da identidade social dos jovens.
O tema aqui abordado tem sido muito debatido e são muitas as dúvidas que se levantam sobre as redes sociais.
Uma rede social que seja hoje a mais utilizada, facilmente é destronada, mudando conforme vão surgindo novas redes sociais, são como uma moda (Hi5, MySpace, Facebook, etc.).
De uma entrevista dada por Danah Boyd sobre a utilização das redes sociais, destaco duas questões que se relacionam com a grande aderência que as mesmas têm entre os adolescentes, tendo em conta que tanto podem produzir resultados positivos ou negativos:
- o poder das redes sociais para se organizarem como movimentos cívicos, por exemplo adolescentes que usaram o MySpace para protestar contra o tratamento indecente dado a imigrantes ilegais. A rede social possibilita que uma comunidade online possa traduzir posts em blogs em diferentes línguas para que pessoas ao redor do mundo possam saber o que acontece regionalmente. (No dia 10 de Maio 2010, por exemplo, um grupo de jovens utilizou o Facebook para organizar uma concentração de adeptos do Benfica em Lisboa).
- o poder das redes sociais em eleições políticas, tendo em conta que os jovens entre 18 e 30 anos são bastante decisivos nas eleições, as redes sociais estão a ser usadas para declararem as suas preferências sobre os candidatos e passarem mensagens políticas. Não podemos esquecer que os adolescentes de hoje são os adultos de amanhã.
Muito já foi dito pelos colegas sobre a utilização dos telemóveis e o desenvolvimento da identidade dos jovens.
O fenómeno dos iPhone veio revolucionar o conceito do uso do telemóvel. São telemóveis que permitem o acesso à Internet em qualquer lugar. A junção das duas funções do leitor de música iPod com as do telemóvel, com câmara digital, acesso ao e-mail e à internet por ligação wi-fi local.
Investigadores e professores portugueses, espanhóis e latino-americanos que trabalharam no relatório Horizon Ibero-América 2010 estiveram reunidos no México, numa iniciativa promovida pela Universidade Aberta da Catalunha e pela comunidade educativa New Media Consortium e foram unânimes em declararem que, das tecnologias emergentes que têm mais possibilidades de revolucionar o ensino universitário, em primeiro lugar surgem os telemóveis, que são como computadores que cabem numa mão e podem ser ligados à internet a partir de qualquer lugar.
Mas a influência não é só nos jovens adolescentes, mas em todos nós. Ao reflectir sobre a utilização dos telemóveis deparei-me com muitas alterações no dia-a-dia de todos nós, por exemplo:
- A maior parte das pessoas deixaram de utilizar relógio de pulso, uma vez que utilizam o telemóvel para ver as horas;
- Muitos de nós também deixamos de utilizar o despertador, pois passamos a utilizar o telemóvel para esse efeito;
- Deixamos de utilizar uma agenda e passamos a utilizar o telemóvel como agenda diária, registo de aniversários, notas importantes;
Muitos dos utilizadores tornaram-se dependentes do telemóvel admitindo que se sentem "perdidos" sem eles.
Há alguns anos se estávamos na rua e tínhamos muita urgência em contactar com alguém, teríamos que procurar um telefone público para o fazer ou então esperar até chegarmos ao trabalho ou a casa para o fazer. Hoje temos de estar sempre contactáveis e a falta de bateria ou rede é encarada como um problema muito grave.
O conteúdo da vossa síntese sobre a actividade social e desenvolvimento da identidade nos jovens está bastante clara.
Mais um exemplo de como os media podem contribuir para a divulgação incentivo e promoção dos comportamentos cívicos: “Os estudantes através da destreza do uso das tecnologias digitais, internet, messenger e telemóveis, redigiram e fizeram revisões das resoluções que abordavam, como as necessidades curriculares e o acesso às actividades extracurriculares de uma forma justa. Realizaram uma cimeira sobre a segurança e o assédio sexual, envolvendo centenas de estudantes do distrito.” (p.5 da síntese apresentada pelo grupo)
A minha reflexão feita ao grupo 3 acaba por completar esta ideia.


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