Mostrar mensagens com a etiqueta Nativo Digital. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Nativo Digital. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Reflexão Final



Achei esta unidade curricular muito interessante, não só pela actualidade da temática apresentada, mas também pela dinâmica e envolvência criada entre a turma.

No inicio deste mestrado sentia-me um pouco perdida e deslocada do grupo, não só porque a turma era constituída na sua quase totalidade por professores (eu não sou), com também por estar um pouco apreensiva de como escolher um grupo e realizar tarefas em grupo em ensino a distância, quando não se conhece quem está do outro lado.


Nesta UC constitui e realizei o primeiro trabalho de grupo e foi com enorme surpresa que constatei que tudo é possível. Aliás, tudo é possível e tudo é igual a um trabalho de grupo presencial: as dúvidas, a maior ou menor sintonia do grupo de acordo com os elementos que o constituem.

Cheguei à conclusão que a cumplicidade, entreajuda e amizade é maior do que no ensino presencial. Porquê? Talvez por nos sentirmos mais desamparados e isolados que procuramos ser ajudados e ajudar os outros.

De tal modo que nesta UC, ao longo do semestre, o grupo inicialmente constituído (o núcleo) manteve-se até ao final.


A temática abordada fez-me reflectir sobre a realidade dos jovens fase aos media digitais, mas também sobre a minha realidade que embora tente a todo o custo apanhar o comboio das novas tecnologias, mas que por muito que me esforce, nunca passarei de uma imigrante digital.

Depois de termos andado às voltas com os dois conceitos "Imigrantes Digitais" e "Nativos Digitais" constatei que realmente ainda sou ID em algumas situações, principalmente por causa do papel. Ainda estou muito 'agarrada' a ele e apercebi-me disso quando estive uma semana em casa a trabalhar para o mestrado, como não tenho impressora em casa senti mesmo a falta de imprimir o trabalho final, para poder ler, riscar, sublinhar. Para mim, ler a partir do ecrã não é a mesma coisa...


A tecnologia, hoje em dia, evolui muito rapidamente, e as redes sociais são o reflexo disso. O que estava na 'moda' há um ano, hoje já está ultrapassado, a evolução é constante: Hi5, MySpace, Flickr, Facebook.

Esta tecnologia faz parte do dia-a-dia dos jovens e as redes sociais são o seu mundo, neste sentido é importante analisar como influenciam a formação da identidade de um jovem. Neste aspecto esta UC foi muito esclarecedora e a temática à volta dos adolescentes foi bem 'esmiuçada'.


Talvez por eu não leccionar, e estando ligada ao ensino mas a um público mais adulto, acho que seria muito interessante alargar esta abordagem para outras faixas etárias, até porque está a surgir um fenómeno social muito interessante de analisar, que é a utilização das redes sociais pela terceira idade. E não só...

A faixa dos 30-40 anos também estão a aderir em massa (vemos pelos utilizadores do facebook), bem como a utilização dos media por grupos (religiosos, políticos, associações, etc.) e o seu impacto na sociedade.

Nesta reportagem da RTP1 podemos ver a abordagem sobre os utilizadores adultos das redes sociais, nomeadamente a 3ª idade, a igreja e empresas na procura e oferta de empregos.







O fenómeno dos "Flash Mobs". São aglomerações instantâneas de pessoas num local público para realizar determinada acção inusitada, previamente combinada, e dispersando-se tão rapidamente quanto se reuniram. A expressão aplica-se geralmente a reuniões organizadas através de e-mails ou redes sociais.






O maior 'Flash Mob' do Mundo. No inicio eram apenas 800 bailarinos contratados, mas a coreografia espalhou-se e estima -se 21.000 pessoas a dançar. (Black Eyed Peas and Oprah).



O exemplo Português: TAP Lisboa, 30 Dezembro 2009




Gostaria de deixar aqui dois vídeos.

Um com a previsão do que será o futuro dos media e da tecnologia num futuro muito próximo.

O outro vídeo demonstra como esta previsão não está assim tão longe dada as novidades de conexão que já estão a ser desenvolvidas.








Pranav Mistry, um aluno indiano do MIT, inventou o sixthsense (sexto sentido).

Em conjunto com uma webcam poderá trabalhar e ter acesso a informação em qualquer sitio. O ecrã poderá ser uma folha em branco, uma parede ou a própria mão. Pode projectar no braço um relógio e saber 'que horas são', projectar na mão o teclado de um telefone e fazer uma chamada, pode projectar num papel um vídeo ou um jogo e jogar.

Tudo isto está previsto para funcionar em open-source e o protótipo actual custa 350 dólares!

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Segurança na Internet


Todos os dias se fala da insegurança na Internet e dos perigos a que as crianças estão expostas enquanto navegam. No entanto, a maioria dos pais e educadores não estão conscientes desses perigos, muitas das vezes porque não dominam as tecnologias que os seus filhos e educandos tão bem conhecem.

Encontrei um site da Porto Editora "Sítio dos Miúdos", que num design muito atractivo, além de proporcionar diversão, também os alerta para a questão da segurança na Internet, Navega Seguro: http://www.sitiodosmiudos.pt/navega/seguro.html

Mas além de alertar as crianças para os perigos, os pais e educadores têm de conhecer os riscos, os sinais de alerta e os cuidados a ter para proteger os mais novos.

Apesar de todas as precauções que se possam tomar, existe sempre a possibilidade das crianças acederem à Internet em locais fora do controlo dos pais e educadores, pelo que, é importante aprender a identificar indícios de situações de risco e reagir a tempo. Em situações graves como violação de privacidade, perseguição, assédio ou outras, deverão imediatamente contactar a Polícia Judiciária.

Talvez a melhor atitude a ter com as crianças seja uma pedagogia preventiva de esclarecimento, com abertura e diálogo. Deixo aqui alguns conselhos:

Riscos

  • Acesso a conteúdos nocivos como pornografia, racismo, violência, referências sobre drogas e seitas ou outras informações perigosas e incorrectas é um dos maiores riscos a que as crianças podem estar sujeitas.
  • A maioria das crianças e adolescentes que acedem à Internet para contactar com outros utilizadores, através de chats, fóruns, serviços de mensagens e sites de música, filmes ou jogos. Dada a sua natureza curiosa e ingénua, as crianças (livremente ou por aliciamento de terceiros) revelam dados pessoais e a situação agrava-se quando o contacto virtual dá origem a encontros pessoais com desconhecidos.
  • Face às agressivas estratégias de marketing usadas, os jovens são induzidos a comprarem todo o tipo de produtos. O facto de não existir uma fronteira clara entre publicidade e conteúdo pode levar a que as crianças forneçam os seus dados pessoais para uso comercial.
  • A utilização excessiva da Internet pode provocar a alteração do comportamento por parte da criança, causando fenómenos de isolamento, com manifestações de apatia, depressão, agressividade ou risco de dependência.

Sinais de alerta

Os pais e educadores têm de estar atento ao comportamento das crianças. Existe uma série de indícios que poderão indicar que algo de anormal se passa, como sejam:
  • Navegam por períodos de tempo muito longos.
  • Fazem questão de permanecer sozinhos junto do computador ou mudam de página sempre que alguém se aproxima.
  • Recebem mensagens de e-mail suspeitas na caixa de correio.
  • Recebem chamadas telefónicas ou SMS de pessoas estranhas ao núcleo familiar.
  • Utilizam linguagem imprópria e desenquadrada da sua faixa etária.
  • Interessam-se subitamente por assuntos de natureza sexual.
  • Deixam vestígios de acesso a páginas eventualmente perigosas.
  • Isolam-se da família.

Cuidados a ter

O comportamento natural de qualquer criança, pré-adolescente ou adolescente passa por tentar quebrar as regras e escapar ao controlo dos adultos. A melhor postura passa por uma atitude de prevenção através do diálogo, a melhor opção será sempre conversar, informar e criar responsabilização.

  • Uma navegação conjunta estimula o sentimento de partilha e confiança. Deverá procurar acompanhar a criança e mostrar-se interessado nas suas descobertas.
  • Informe a criança sobre os riscos que ela pode correr, ajudando-a a discernir entre conteúdos recomendáveis e nocivos e explicando-lhe que existem regras para uma navegação responsável e segura.
  • Não a culpabilize por qualquer contacto, intencional ou não, com conteúdo inapropriado. Essa atitude poderá resultar numa quebra de confiança. Procure conversar abertamente sobre o assunto.
  • Mostre-se disponível para que a criança o informe sempre que encontrar algo que a incomoda.
  • Estabeleça regras de utilização bem definidas. É aconselhável criar, e fazer respeitar, um horário de navegação. Defina também um conjunto de sites nos quais a criança está autorizada a navegar.
  • Coloque o computador num espaço comum a toda a família.
  • Periodicamente reveja o conteúdo do computador e das contas de e-mail. Explique à criança que toma esta atitude para a proteger.
  • Não existindo soluções 100% seguras, pode adicionalmente recorrer ao uso de ferramentas concebidas para aumentar a segurança na Internet.

Existem diversos tipos de programas especificamente concebidos para ajudar pais e educadores a monitorizarem a navegação dos mais pequenos:

  • Filtros baseados em palavras proibidas.
  • Programas que limitam o tempo de uso.
  • Filtros baseados em listagens de sites previamente autorizados.
  • Filtros baseados em níveis de classificação dos conteúdos.
  • Ferramentas para o bloqueio no envio de dados.
  • Browsers e motores de busca específicos para crianças.
  • Bloqueadores de publicidade, etc.

Apresento alguns dos mais bem cotados programas existentes no mercado:

Cyber Patrol: http://www.cyberpatrol.com/

O Cyber Patrol carrega durante o arranque do computador e corre em background para controlar o acesso a todas as aplicações associadas, podendo bloquear acesso a sites impróprios, gerir o tempo de acesso, controlar a transferência de ficheiros ou mesmo filtrar mensagens de e-mail.

CYBERsitter 99: http://www.cybersitter.com/

Este programa limita o acesso de três formas distintas: bloqueamento, bloqueamento e alerta ou simplesmente alerta, quando se tenta aceder às áreas seleccionadas.

Enuff pc: http://www.enuffpc.com/

O objectivo principal do Enuff pc é a limitação de tempo de navegação, podendo ainda, dentro dessa limitação, decidir que programas podem ou não ser utilizados. Desta forma, os educadores podem não só restringir a informação mas também o que pode ser feito com ela.

FamilyCAM: http://www.silverstone.net/

O FamilyCAM dispõe de uma password para cada potencial utilizador e, desta forma, facilmente se pode ter noção da actividade online de cada um. O modo de funcionamento é simples: guarda um registo de texto e simultaneamente tira snapshots de tudo que está a ser visto no monitor.

Os browsers de navegação e os programas de anti-vírus também já incluem opções de classificação e filtragem de conteúdos facilmente configuráveis. É recomendável que personalize estas opções de modo a minimizar possíveis riscos a que as crianças possam estar expostas.

domingo, 20 de junho de 2010

Actividade 4 - Utilização dos Media Digitais pelos Jovens



Utilização Social dos Media Digitais: A Perspectiva dos Jovens


Chegamos à última actividade desta unidade curricular e também foi realizada em grupo. O objectivo desta actividade consistia na realização de entrevistas a jovens sobre a utilização social dos media digitais e identificar as marcas identitárias da adolescência em sites sociais de jovens.

Após a constituição do grupo, foi elaborado um guião de entrevista conjunto, sobre a utilização social dos media digitais (msn, blogues, redes sociais, etc.), procurando explorar a perspectiva dos jovens sobre as grandes questões que habitualmente se colocam sobre esta utilização. Para a construção do guião foi utilizada uma ferramenta corporativa "Wiki". Este guião de entrevista foi utilizado por todos os grupos para a realização das entrevistas.

Deveriam ser realizadas 2/3 entrevistas a jovens, com idade compreendidas entre os 11 e os 17 anos. O nosso grupo optou por realizar 4 entrevistas (2 a jovens do sexo feminino e 2 do sexo masculino) e na faixa etária dos 15-17 anos.

Como o grupo era constituído por 4 elementos, cada um realizou uma entrevista, a minha foi efectuada a um jovem com 15 anos.

Após a realização das quatro entrevistas, foi elaborado um quadro comparativo e com base neste quadro procedemos à análise e interpretação da perspectiva juvenil acerca da utilização dos media digitais.





Trabalho realizado






Grupo Hip-Hop: Catarina Oliveira, Carlos Jorge, Liliana Vidal e Vanda Carvalho







Grupo Hip-Hop






Reflexão


Embora o trabalho apresentado por cada grupo não possa ser considerado uma amostra válida, dado o número reduzido de entrevistas realizadas, as conclusões a que chegaram são muito idênticas.

Neste sentido, o meu comentário será geral, salientando os seguintes pontos comuns a todos os adolescentes:

  • Têm acesso a computador, Internet e telemóvel;
  • Em média acedem à internet todos os dias, cerca de 2h-3h (quanto maior é a idade mais tempo passam na internet).
  • Usam as redes sociais;
  • Contactam com amigos, colegas e familiares;
  • Alguns usam nicknames, mas a maioria identifica-se com o nome;
  • São poucos os que já criaram um blogue ou site, mas quase nenhum está actualizado.

Mas o ponto de maior consenso verifica-se na ausência de controlo por parte dos pais, na utilização que os filhos fazem da internet.

Sobre este aspecto gostaria de deixar aqui alguns indicadores sobre os jovens e os perigos online.
Dado que no dia 09 de Fevereiro foi o Dia Europeu da Internet Segura, a Microsoft apresentou os dados de um estudo europeu realizado a jovens dos 14 aos 18 anos sobre a utilização da internet.

Dos adolescentes europeus que navegam na internet, 51% não tem qualquer tipo de supervisão por parte dos pais; em Portugal essa percentagem sobe para 67%, enquanto na vizinha Espanha apenas 21% dos adolescentes não tem restrições impostas pelos educadores.

De qualquer modo, 69% dos jovens portugueses optaram por restringir o acesso aos seus dados pessoais nas redes sociais, sendo considerados como os mais atentos com os riscos associados ao uso da internet.

Para alertar a população para os perigos associados à utilização da Internet pelos jovens, a União Europeia apoia várias iniciativas por toda a Europa e lança o passatempo subordinado ao tema ‘Pensa antes de publicar’, para jovens entre os 9 e os 15 anos, para consciencializar os jovens para os riscos da utilização por terceiros de dados pessoais, fotografias ou até locais que costumam frequentar.

Deixo aqui o link de parte de uma reportagem apresentada na RTP1 sobre as redes sociais em Portugal, muito interessante. Não percam...


1ª Parte - "Agarrados à Máquina"





2ª Parte - "Agarrados à Máquina"




quarta-feira, 12 de maio de 2010

Actividade 3 - Media Digitais e Construção da Identidade Social




ACTIVIDADES SOCIAIS E DESENVOLVIMENTO DA IDENTIDADE NOS JOVENS



Esta actividade tinha por objectivo reconhecer a influência dos media digitais na construção da identidade social dos jovens.


Para a realização desta actividade foram constituídos grupos que teriam de:

1. ler e elaborar uma síntese do texto escolhido, com base nos seguintes aspectos:
  • apresentação do estudo;
  • objectivos do mesmo;
  • principais resultados e
  • principais conclusões;
2. apresentar as sínteses efectuadas no fórum;
3. discutir as sínteses apresentadas pelos diversos grupos.




Como foi referido, foram dados à escolha seis textos e o nosso grupo escolheu o texto 6:






Trabalho realizado






Grupo 6: Catarina Oliveira, Liliana Vidal e Vanda Carvalho




O grupo apresentou também um site onde foi disponibilizado o trabalho efectuado:

http://www.smf.pt/vanda/site_mds/





Reflexão sobre os restantes textos, trabalhados pelos outros grupos:


A influência das novas tecnologias na construção da identidade dos jovens, acaba por ser comprovada pelos restantes 4 temas tratados, onde são analisadas em pormenor algumas das vertentes destas novas tecnologias (blogues, sites, meios de comunicação móveis, chats, redes sociais, etc.). As novas tecnologias potenciam a construção de uma identidade dinâmica e em constante evolução, porque os meios que os influenciam também estão em constante mudança. As novas tecnologias permitem a rápida edição, divulgação e troca de conteúdos, onde todos contribuem para a construção de um conhecimento colaborativo.


A síntese feita pelo grupo 2 foi muito bem delineada, com objectivos muito claros e agradou-me o modo como foi apresentada a síntese.

Ficou claro pela síntese, que os jovens utilizam os weblogs e páginas pessoais para exprimirem as suas ideias, angustias, dúvidas, medos, motivações, partilhando-as com os colegas e todos aqueles que têm acesso a esta informação. Funciona como um diário pessoal onde desabafam os problemas do dia-a-dia e as incompreensões dos adultos.

Também é muito importante o feedback que recebem (comentários) sobre os temas colocados online e funcionam com um modo de aceitação na sociedade. Neste sentido, fica clara a influência dos blogs e sites pessoais na construção da identidade social dos jovens.

O tema aqui abordado tem sido muito debatido e são muitas as dúvidas que se levantam sobre as redes sociais.

Uma rede social que seja hoje a mais utilizada, facilmente é destronada, mudando conforme vão surgindo novas redes sociais, são como uma moda (Hi5, MySpace, Facebook, etc.).

De uma entrevista dada por Danah Boyd sobre a utilização das redes sociais, destaco duas questões que se relacionam com a grande aderência que as mesmas têm entre os adolescentes, tendo em conta que tanto podem produzir resultados positivos ou negativos:

- o poder das redes sociais para se organizarem como movimentos cívicos, por exemplo adolescentes que usaram o MySpace para protestar contra o tratamento indecente dado a imigrantes ilegais. A rede social possibilita que uma comunidade online possa traduzir posts em blogs em diferentes línguas para que pessoas ao redor do mundo possam saber o que acontece regionalmente. (No dia 10 de Maio 2010, por exemplo, um grupo de jovens utilizou o Facebook para organizar uma concentração de adeptos do Benfica em Lisboa).

- o poder das redes sociais em eleições políticas, tendo em conta que os jovens entre 18 e 30 anos são bastante decisivos nas eleições, as redes sociais estão a ser usadas para declararem as suas preferências sobre os candidatos e passarem mensagens políticas. Não podemos esquecer que os adolescentes de hoje são os adultos de amanhã.

Muito já foi dito pelos colegas sobre a utilização dos telemóveis e o desenvolvimento da identidade dos jovens.

O fenómeno dos iPhone veio revolucionar o conceito do uso do telemóvel. São telemóveis que permitem o acesso à Internet em qualquer lugar. A junção das duas funções do leitor de música iPod com as do telemóvel, com câmara digital, acesso ao e-mail e à internet por ligação wi-fi local.

Investigadores e professores portugueses, espanhóis e latino-americanos que trabalharam no relatório Horizon Ibero-América 2010 estiveram reunidos no México, numa iniciativa promovida pela Universidade Aberta da Catalunha e pela comunidade educativa New Media Consortium e foram unânimes em declararem que, das tecnologias emergentes que têm mais possibilidades de revolucionar o ensino universitário, em primeiro lugar surgem os telemóveis, que são como computadores que cabem numa mão e podem ser ligados à internet a partir de qualquer lugar.

Mas a influência não é só nos jovens adolescentes, mas em todos nós. Ao reflectir sobre a utilização dos telemóveis deparei-me com muitas alterações no dia-a-dia de todos nós, por exemplo:

- A maior parte das pessoas deixaram de utilizar relógio de pulso, uma vez que utilizam o telemóvel para ver as horas;

- Muitos de nós também deixamos de utilizar o despertador, pois passamos a utilizar o telemóvel para esse efeito;

- Deixamos de utilizar uma agenda e passamos a utilizar o telemóvel como agenda diária, registo de aniversários, notas importantes;

Muitos dos utilizadores tornaram-se dependentes do telemóvel admitindo que se sentem "perdidos" sem eles.

Há alguns anos se estávamos na rua e tínhamos muita urgência em contactar com alguém, teríamos que procurar um telefone público para o fazer ou então esperar até chegarmos ao trabalho ou a casa para o fazer. Hoje temos de estar sempre contactáveis e a falta de bateria ou rede é encarada como um problema muito grave.

O conteúdo da vossa síntese sobre a actividade social e desenvolvimento da identidade nos jovens está bastante clara.

Mais um exemplo de como os media podem contribuir para a divulgação incentivo e promoção dos comportamentos cívicos: “Os estudantes através da destreza do uso das tecnologias digitais, internet, messenger e telemóveis, redigiram e fizeram revisões das resoluções que abordavam, como as necessidades curriculares e o acesso às actividades extracurriculares de uma forma justa. Realizaram uma cimeira sobre a segurança e o assédio sexual, envolvendo centenas de estudantes do distrito.” (p.5 da síntese apresentada pelo grupo)

A minha reflexão feita ao grupo 3 acaba por completar esta ideia.

domingo, 11 de abril de 2010

Actividade 1 - Nativos Digitais VS Imigrantes Digitais


PERFIL DO ESTUDANTE DIGITAL

Esta actividade tinha por objectivo identificar e discutir as características atribuídas ao estudante digital.

Para a realização desta actividade foram constituídos grupos que teriam de:
1. ler e analisar os textos disponibilizados;
2. elaborar o perfil do "Estudante Digital", num documento PowerPoint (max. 8 slides);
3. apresentar o trabalho final no fórum;
4. discutir no fórum os trabalhos apresentados.



Bibliografia:







Grupo Amarelo

Grupo Amarelo: Catarina Oliveira, Isabel Bernardo, Liliana Vidal e Vanda Carvalho



Comentários Actividade 1

  • Nativos Digitais (ND) VS Imigrantes Digitais (ID)

    Tendo em conta que os alunos de hoje mudaram radicalmente e não são os mesmos para os quais o nosso sistema educacional foi criado, poderemos ter aqui um problema de educação, uma vez que são os Imigrantes Digitais que instruem/formam os Nativos Digitais.

    Como não podemos colocar os estudantes Nativos Digitais a aprender pelos métodos antigos, porque as suas mentes estão diferentes e é impossível fazer essa regressão, terão de ser os educadores Imigrantes Digitais a aceitarem conhecer este novo mundo.

    Os educadores ID terão de mudar se quiserem alcançar os alunos ND. Através da metodologia, os professores têm de reaprender a comunicar com os estudantes. Isto não significa mudar o significado do que é importante, mas significa ir mais rápido, mais em paralelo.

    Depois da “singularidade” digital, existem dois tipos de conteúdos: conteúdo “Legado” (a parte do curriculum tradicional: ler, escrever, raciocínio lógico, compreensão escrita e as ideias do passado) e conteúdo “Futuro” (conteúdo digital e tecnológico: software, hardware, robótica), mas também ética, política, sociologia, línguas, etc., princípios hoje muito esquecidos ou ignorados pelos ND.

  • Será que os ND estão mais bem preparados do que os ID para enfrentar o futuro?

    Tendo eu nascido antes da era digital e tentando apanhar o comboio dos ND, a primeiro pensamento que me surge é que os ID estão melhor preparados para o futuro, uma vez que viveram num momento e tentam adaptar-me a um novo, enquanto os ND nunca conheceram outra realidade a não ser esta.

    Mas reflectindo melhor, o futuro levanta-nos uma série de perguntas e preocupações. Será que vamos conseguir acompanhar a evolução tecnológica?

    Se pensarmos nos jovens ND eles não só estão preparados como estão sempre à espera do próximo desafio, porque têm facilidade em lidar com a transformação. Problemas que para nós parecem "não ter solução", para eles são vistos e analisados com ideias simples e criativas.


  • Entrevista a Bill Gates

    Na revista "Time" está publicada uma entrevista feita a Bill Gates. Nessa entrevista foi colocada a seguinte questão:

    - A educação é algo que o preocupa bastante. A tecnologia proporciona uma aprendizagem melhor?
    "É importante ter alguma humildade quando se fala de educação, porque a televisão ia mudar a educação, as cassetes vídeo e a instrução assistida por computador também. Mas até à explosão da Internet, há dez anos, a tecnologia não fez qualquer mudança na educação. Aprender é basicamente criar um contexto de motivação e saber porque se deve aprender. A tecnologia desempenha o seu papel, mas não é uma poção mágica.” (Bill Gates)

    Ao longo do tempo, os conceitos de educação, tecnologia e meios tecnológicos têm sido confundidos. A tecnologia é importante, mas não deixa de ser mais uma ferramenta de apoio à aprendizagem. Se os conteúdos não são adaptados e eficazes, não é a tecnologia que irá resolver o problema da aprendizagem, uma vez que a tecnologia, por si só, não produz aprendizagem.

    Por exemplo, os alunos são incentivados a utilizarem a Internet para efectuarem pesquisa de informação, mas na realidade, os alunos não sabem o que pesquisar e como pesquisar e limitam-se a fazer "copiar/colar".

    A nível pedagógico, cabe ao professor o papel de integrar as novas tecnologias no processo de ensino/aprendizagem. Se o professor tiver ao seu dispor mais meios e recursos didácticos (que conheça) maior será a probabilidade do professor escolher o mais adequado ao contexto educativo, analisando o público-alvo e os objectivos a atingir, para desenvolver actividades que dêem respostas eficazes.