Mostrar mensagens com a etiqueta media digitais. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta media digitais. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Reflexão Final



Achei esta unidade curricular muito interessante, não só pela actualidade da temática apresentada, mas também pela dinâmica e envolvência criada entre a turma.

No inicio deste mestrado sentia-me um pouco perdida e deslocada do grupo, não só porque a turma era constituída na sua quase totalidade por professores (eu não sou), com também por estar um pouco apreensiva de como escolher um grupo e realizar tarefas em grupo em ensino a distância, quando não se conhece quem está do outro lado.


Nesta UC constitui e realizei o primeiro trabalho de grupo e foi com enorme surpresa que constatei que tudo é possível. Aliás, tudo é possível e tudo é igual a um trabalho de grupo presencial: as dúvidas, a maior ou menor sintonia do grupo de acordo com os elementos que o constituem.

Cheguei à conclusão que a cumplicidade, entreajuda e amizade é maior do que no ensino presencial. Porquê? Talvez por nos sentirmos mais desamparados e isolados que procuramos ser ajudados e ajudar os outros.

De tal modo que nesta UC, ao longo do semestre, o grupo inicialmente constituído (o núcleo) manteve-se até ao final.


A temática abordada fez-me reflectir sobre a realidade dos jovens fase aos media digitais, mas também sobre a minha realidade que embora tente a todo o custo apanhar o comboio das novas tecnologias, mas que por muito que me esforce, nunca passarei de uma imigrante digital.

Depois de termos andado às voltas com os dois conceitos "Imigrantes Digitais" e "Nativos Digitais" constatei que realmente ainda sou ID em algumas situações, principalmente por causa do papel. Ainda estou muito 'agarrada' a ele e apercebi-me disso quando estive uma semana em casa a trabalhar para o mestrado, como não tenho impressora em casa senti mesmo a falta de imprimir o trabalho final, para poder ler, riscar, sublinhar. Para mim, ler a partir do ecrã não é a mesma coisa...


A tecnologia, hoje em dia, evolui muito rapidamente, e as redes sociais são o reflexo disso. O que estava na 'moda' há um ano, hoje já está ultrapassado, a evolução é constante: Hi5, MySpace, Flickr, Facebook.

Esta tecnologia faz parte do dia-a-dia dos jovens e as redes sociais são o seu mundo, neste sentido é importante analisar como influenciam a formação da identidade de um jovem. Neste aspecto esta UC foi muito esclarecedora e a temática à volta dos adolescentes foi bem 'esmiuçada'.


Talvez por eu não leccionar, e estando ligada ao ensino mas a um público mais adulto, acho que seria muito interessante alargar esta abordagem para outras faixas etárias, até porque está a surgir um fenómeno social muito interessante de analisar, que é a utilização das redes sociais pela terceira idade. E não só...

A faixa dos 30-40 anos também estão a aderir em massa (vemos pelos utilizadores do facebook), bem como a utilização dos media por grupos (religiosos, políticos, associações, etc.) e o seu impacto na sociedade.

Nesta reportagem da RTP1 podemos ver a abordagem sobre os utilizadores adultos das redes sociais, nomeadamente a 3ª idade, a igreja e empresas na procura e oferta de empregos.







O fenómeno dos "Flash Mobs". São aglomerações instantâneas de pessoas num local público para realizar determinada acção inusitada, previamente combinada, e dispersando-se tão rapidamente quanto se reuniram. A expressão aplica-se geralmente a reuniões organizadas através de e-mails ou redes sociais.






O maior 'Flash Mob' do Mundo. No inicio eram apenas 800 bailarinos contratados, mas a coreografia espalhou-se e estima -se 21.000 pessoas a dançar. (Black Eyed Peas and Oprah).



O exemplo Português: TAP Lisboa, 30 Dezembro 2009




Gostaria de deixar aqui dois vídeos.

Um com a previsão do que será o futuro dos media e da tecnologia num futuro muito próximo.

O outro vídeo demonstra como esta previsão não está assim tão longe dada as novidades de conexão que já estão a ser desenvolvidas.








Pranav Mistry, um aluno indiano do MIT, inventou o sixthsense (sexto sentido).

Em conjunto com uma webcam poderá trabalhar e ter acesso a informação em qualquer sitio. O ecrã poderá ser uma folha em branco, uma parede ou a própria mão. Pode projectar no braço um relógio e saber 'que horas são', projectar na mão o teclado de um telefone e fazer uma chamada, pode projectar num papel um vídeo ou um jogo e jogar.

Tudo isto está previsto para funcionar em open-source e o protótipo actual custa 350 dólares!

sexta-feira, 25 de junho de 2010

O lado Positivo e Negativo das Tecnologias

Sou adepta e favorável ao desenvolvimento tecnológico, mas como em tudo na vida, há sempre o lado positivo e o negativo, o bom e o mau.

A tecnologia, informação, internet, telemóveis, redes sociais e câmaras de vigilância, são alguns elementos que compõem a sociedade de Informação do nosso dia-a-dia e que nos expõem numa "aldeia global" em que tudo está "à vista".

A linha que separa a inovação tecnológica da invasão de privacidade de cada um de nós é muito ténue.

O GPS de uso banal, não só nos ajuda a encontrar um local, como a sermos localizados.

O telemóvel permite estar contactável e poder contactar a qualquer momento, mas também retira a nossa liberdade e privacidade.

O Google Earth e o Microsoft Virtual Earth recolhem informação em tempo real, recorrendo a câmaras de vigilância ou de trânsito e detectam pessoas e veículos. Embora todos os dados obtidos sejam anónimos, não podemos deixar de pensar que com estas ferramentas é possível seguir e controlar os passos de uma pessoa.

Em Inglaterra foram colocadas câmaras de vigilância por todo o lado, como medida de combate ao terrorismo, mas também é muito fácil seguir uma pessoa ou utilizar estes meios de modo perverso, até pelos próprios terroristas, virando-se "o feitiço contra o feiticeiro".

O Facebook é a maior rede virtual do mundo, onde existem dados de todos nós, dos nossos amigos, de familiares. Mesmo que não sejamos aderentes desta rede social, não temos a segurança que outra pessoa não disponibiliza vídeos, fotos e informações nossas e "uma vez na Internet é para sempre”.

O fundador do Facebook, Mark Zuckerberg afirmou que, na era das redes sociais, as pessoas já não esperam ter privacidade e que a privacidade já não é uma “norma social".

É preocupante esta mudança de mentalidades e compete aos pais, professores, sociólogos e meios de comunicação social aplicar medidas de segurança apertadas de modo a minimizar "o lado mau ou perverso" da tecnologia.

domingo, 20 de junho de 2010

Actividade 4 - Utilização dos Media Digitais pelos Jovens



Utilização Social dos Media Digitais: A Perspectiva dos Jovens


Chegamos à última actividade desta unidade curricular e também foi realizada em grupo. O objectivo desta actividade consistia na realização de entrevistas a jovens sobre a utilização social dos media digitais e identificar as marcas identitárias da adolescência em sites sociais de jovens.

Após a constituição do grupo, foi elaborado um guião de entrevista conjunto, sobre a utilização social dos media digitais (msn, blogues, redes sociais, etc.), procurando explorar a perspectiva dos jovens sobre as grandes questões que habitualmente se colocam sobre esta utilização. Para a construção do guião foi utilizada uma ferramenta corporativa "Wiki". Este guião de entrevista foi utilizado por todos os grupos para a realização das entrevistas.

Deveriam ser realizadas 2/3 entrevistas a jovens, com idade compreendidas entre os 11 e os 17 anos. O nosso grupo optou por realizar 4 entrevistas (2 a jovens do sexo feminino e 2 do sexo masculino) e na faixa etária dos 15-17 anos.

Como o grupo era constituído por 4 elementos, cada um realizou uma entrevista, a minha foi efectuada a um jovem com 15 anos.

Após a realização das quatro entrevistas, foi elaborado um quadro comparativo e com base neste quadro procedemos à análise e interpretação da perspectiva juvenil acerca da utilização dos media digitais.





Trabalho realizado






Grupo Hip-Hop: Catarina Oliveira, Carlos Jorge, Liliana Vidal e Vanda Carvalho







Grupo Hip-Hop






Reflexão


Embora o trabalho apresentado por cada grupo não possa ser considerado uma amostra válida, dado o número reduzido de entrevistas realizadas, as conclusões a que chegaram são muito idênticas.

Neste sentido, o meu comentário será geral, salientando os seguintes pontos comuns a todos os adolescentes:

  • Têm acesso a computador, Internet e telemóvel;
  • Em média acedem à internet todos os dias, cerca de 2h-3h (quanto maior é a idade mais tempo passam na internet).
  • Usam as redes sociais;
  • Contactam com amigos, colegas e familiares;
  • Alguns usam nicknames, mas a maioria identifica-se com o nome;
  • São poucos os que já criaram um blogue ou site, mas quase nenhum está actualizado.

Mas o ponto de maior consenso verifica-se na ausência de controlo por parte dos pais, na utilização que os filhos fazem da internet.

Sobre este aspecto gostaria de deixar aqui alguns indicadores sobre os jovens e os perigos online.
Dado que no dia 09 de Fevereiro foi o Dia Europeu da Internet Segura, a Microsoft apresentou os dados de um estudo europeu realizado a jovens dos 14 aos 18 anos sobre a utilização da internet.

Dos adolescentes europeus que navegam na internet, 51% não tem qualquer tipo de supervisão por parte dos pais; em Portugal essa percentagem sobe para 67%, enquanto na vizinha Espanha apenas 21% dos adolescentes não tem restrições impostas pelos educadores.

De qualquer modo, 69% dos jovens portugueses optaram por restringir o acesso aos seus dados pessoais nas redes sociais, sendo considerados como os mais atentos com os riscos associados ao uso da internet.

Para alertar a população para os perigos associados à utilização da Internet pelos jovens, a União Europeia apoia várias iniciativas por toda a Europa e lança o passatempo subordinado ao tema ‘Pensa antes de publicar’, para jovens entre os 9 e os 15 anos, para consciencializar os jovens para os riscos da utilização por terceiros de dados pessoais, fotografias ou até locais que costumam frequentar.

Deixo aqui o link de parte de uma reportagem apresentada na RTP1 sobre as redes sociais em Portugal, muito interessante. Não percam...


1ª Parte - "Agarrados à Máquina"





2ª Parte - "Agarrados à Máquina"




quarta-feira, 12 de maio de 2010

Actividade 3 - Media Digitais e Construção da Identidade Social




ACTIVIDADES SOCIAIS E DESENVOLVIMENTO DA IDENTIDADE NOS JOVENS



Esta actividade tinha por objectivo reconhecer a influência dos media digitais na construção da identidade social dos jovens.


Para a realização desta actividade foram constituídos grupos que teriam de:

1. ler e elaborar uma síntese do texto escolhido, com base nos seguintes aspectos:
  • apresentação do estudo;
  • objectivos do mesmo;
  • principais resultados e
  • principais conclusões;
2. apresentar as sínteses efectuadas no fórum;
3. discutir as sínteses apresentadas pelos diversos grupos.




Como foi referido, foram dados à escolha seis textos e o nosso grupo escolheu o texto 6:






Trabalho realizado






Grupo 6: Catarina Oliveira, Liliana Vidal e Vanda Carvalho




O grupo apresentou também um site onde foi disponibilizado o trabalho efectuado:

http://www.smf.pt/vanda/site_mds/





Reflexão sobre os restantes textos, trabalhados pelos outros grupos:


A influência das novas tecnologias na construção da identidade dos jovens, acaba por ser comprovada pelos restantes 4 temas tratados, onde são analisadas em pormenor algumas das vertentes destas novas tecnologias (blogues, sites, meios de comunicação móveis, chats, redes sociais, etc.). As novas tecnologias potenciam a construção de uma identidade dinâmica e em constante evolução, porque os meios que os influenciam também estão em constante mudança. As novas tecnologias permitem a rápida edição, divulgação e troca de conteúdos, onde todos contribuem para a construção de um conhecimento colaborativo.


A síntese feita pelo grupo 2 foi muito bem delineada, com objectivos muito claros e agradou-me o modo como foi apresentada a síntese.

Ficou claro pela síntese, que os jovens utilizam os weblogs e páginas pessoais para exprimirem as suas ideias, angustias, dúvidas, medos, motivações, partilhando-as com os colegas e todos aqueles que têm acesso a esta informação. Funciona como um diário pessoal onde desabafam os problemas do dia-a-dia e as incompreensões dos adultos.

Também é muito importante o feedback que recebem (comentários) sobre os temas colocados online e funcionam com um modo de aceitação na sociedade. Neste sentido, fica clara a influência dos blogs e sites pessoais na construção da identidade social dos jovens.

O tema aqui abordado tem sido muito debatido e são muitas as dúvidas que se levantam sobre as redes sociais.

Uma rede social que seja hoje a mais utilizada, facilmente é destronada, mudando conforme vão surgindo novas redes sociais, são como uma moda (Hi5, MySpace, Facebook, etc.).

De uma entrevista dada por Danah Boyd sobre a utilização das redes sociais, destaco duas questões que se relacionam com a grande aderência que as mesmas têm entre os adolescentes, tendo em conta que tanto podem produzir resultados positivos ou negativos:

- o poder das redes sociais para se organizarem como movimentos cívicos, por exemplo adolescentes que usaram o MySpace para protestar contra o tratamento indecente dado a imigrantes ilegais. A rede social possibilita que uma comunidade online possa traduzir posts em blogs em diferentes línguas para que pessoas ao redor do mundo possam saber o que acontece regionalmente. (No dia 10 de Maio 2010, por exemplo, um grupo de jovens utilizou o Facebook para organizar uma concentração de adeptos do Benfica em Lisboa).

- o poder das redes sociais em eleições políticas, tendo em conta que os jovens entre 18 e 30 anos são bastante decisivos nas eleições, as redes sociais estão a ser usadas para declararem as suas preferências sobre os candidatos e passarem mensagens políticas. Não podemos esquecer que os adolescentes de hoje são os adultos de amanhã.

Muito já foi dito pelos colegas sobre a utilização dos telemóveis e o desenvolvimento da identidade dos jovens.

O fenómeno dos iPhone veio revolucionar o conceito do uso do telemóvel. São telemóveis que permitem o acesso à Internet em qualquer lugar. A junção das duas funções do leitor de música iPod com as do telemóvel, com câmara digital, acesso ao e-mail e à internet por ligação wi-fi local.

Investigadores e professores portugueses, espanhóis e latino-americanos que trabalharam no relatório Horizon Ibero-América 2010 estiveram reunidos no México, numa iniciativa promovida pela Universidade Aberta da Catalunha e pela comunidade educativa New Media Consortium e foram unânimes em declararem que, das tecnologias emergentes que têm mais possibilidades de revolucionar o ensino universitário, em primeiro lugar surgem os telemóveis, que são como computadores que cabem numa mão e podem ser ligados à internet a partir de qualquer lugar.

Mas a influência não é só nos jovens adolescentes, mas em todos nós. Ao reflectir sobre a utilização dos telemóveis deparei-me com muitas alterações no dia-a-dia de todos nós, por exemplo:

- A maior parte das pessoas deixaram de utilizar relógio de pulso, uma vez que utilizam o telemóvel para ver as horas;

- Muitos de nós também deixamos de utilizar o despertador, pois passamos a utilizar o telemóvel para esse efeito;

- Deixamos de utilizar uma agenda e passamos a utilizar o telemóvel como agenda diária, registo de aniversários, notas importantes;

Muitos dos utilizadores tornaram-se dependentes do telemóvel admitindo que se sentem "perdidos" sem eles.

Há alguns anos se estávamos na rua e tínhamos muita urgência em contactar com alguém, teríamos que procurar um telefone público para o fazer ou então esperar até chegarmos ao trabalho ou a casa para o fazer. Hoje temos de estar sempre contactáveis e a falta de bateria ou rede é encarada como um problema muito grave.

O conteúdo da vossa síntese sobre a actividade social e desenvolvimento da identidade nos jovens está bastante clara.

Mais um exemplo de como os media podem contribuir para a divulgação incentivo e promoção dos comportamentos cívicos: “Os estudantes através da destreza do uso das tecnologias digitais, internet, messenger e telemóveis, redigiram e fizeram revisões das resoluções que abordavam, como as necessidades curriculares e o acesso às actividades extracurriculares de uma forma justa. Realizaram uma cimeira sobre a segurança e o assédio sexual, envolvendo centenas de estudantes do distrito.” (p.5 da síntese apresentada pelo grupo)

A minha reflexão feita ao grupo 3 acaba por completar esta ideia.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Actividade 2 - Identidade Social na Adolescência












PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE NA ADOLESCÊNCIA


Esta actividade tinha por objectivo identificar as características e discutir o processo de construção de identidade durante o período da adolescência.

Para a realização desta actividade individual teria de:
1. leitura individual e elaboração de uma síntese dos textos disponibilizados;
2. discutir os textos trabalhados no fórum moderado pelo Professor.




Comentários à Actividade 2


  • Construção de identidade na adolescência.

    A adolescência é uma fase importante no processo de consolidação da identidade pessoal, da identidade psicossocial e da identidade sexual. Erik Erikson diz-nos que o sentimento de identidade é o sentimento intrínseco de ser o mesmo ao longo da vida, atravessando mudanças pessoais e ocorrências diversas.

    As alterações que ocorrem na adolescência são universais, pois são vividas por todos os rapazes e raparigas em qualquer parte do mundo.

    A fase da adolescência é encarada como a etapa de preparação para o futuro e para o seu papel no mundo dos adultos. Nesta etapa, o adolescente prepara-se para viver com maior plenitude e autonomia. Até há pouco tempo, o rapaz e a rapariga dependiam dos pais e agora, começam a pensar e a agir de forma pessoal e afirmativa.

    A construção da identidade adolescente é um processo que está directamente ligado ao contexto sócio-cultural no qual ele está inserido. Embora o meio não seja determinante na definição de uma identidade, mas é um forte contingente para que esta identidade se constitua.

    Com o afastamento do seio familiar, o adolescente deixa-se influenciar pelo ambiente de maneira muito mais abrangente que antes. À medida que os vínculos sociais se vão estabelecendo, passam a ser valorizados um conjunto de características necessárias para ser aceito pelo grupo e para expressar um estilo que agrade a si e aos outros.

    Se na infância os modelos de identificação são os pais, na adolescência vão ser os jovens da mesma idade. O melhor amigo é normalmente alguém com quem partilham inquietações, é como um espelho onde o adolescente se vê reflectido.

    Erikson refere a certeza que o grupo pode trazer às incertezas do adolescente. No entanto, pode apresentar alguns riscos negativos, sobretudo quando a relação com o grupo é de grande dependência.

    Nos ambientes familiares onde existem muitas vezes conflitos, os adolescentes buscam outros universos. A escola, para além de um mundo de jovens, é também um mundo de adultos: os professores, os empregados, os outros pais (de quem os colegas falam...). A construção da identidade passa por um processo de identificação e por um processo de diferenciação. Neste universo interactivo, numa cultura jovem, constroem-se certos estereótipos sociais e de grupo.

    No final da adolescência o jovem obtém uma "identidade realizada", ele será capaz, como diz Erikson, de sentir uma "continuidade interna" e "uma continuidade do que ele significa para as outras pessoas", ou seja, cada adolescentes tenta construir o seu eu através de "outros significativos".


  • Trocar os blogues por redes sociais

    Cada vez mais os jovens estão a perder o interesse pelos Blogs, tendo caído para metade o uso por parte dos adolescentes.

    Segundo o estudo referido pela colega Anabela Isidoro, Pew Research Center, o número de jovens americanos entre 12 e 17 anos que escrevem Blogs caiu de 28% para 14% desde 2006. Os adolescentes que disseram ter feito comentários em Blogs de colegas caiu de 76% para 52% no mesmo período.

    Os adolescentes preferem formas mais curtas, rápidas e móveis de comunicação e os dados mostram o seu envolvimento cada vez maior em redes sociais na internet, bem como o aumento de acesso por telemóvel. Neste sentido, os sites de relacionamento ou micro-blogs, como o Facebook ou o Twitter não têm a mesma recepção junto dos adolescentes. O uso do Twitter é mais popular entre os adultos e os adolescentes preferem utilizar o Facebook.

    O Facebook é a maior rede virtual do mundo, onde existem dados de todos nós, dos nossos amigos, de familiares. Mesmo que não sejamos aderentes desta rede social, não temos a segurança que outra pessoa não disponibiliza vídeos, fotos e informações nossas e "uma vez na Internet é para sempre”.
    O fundador do Facebook, Mark Zuckerberg afirmou que, na era das redes sociais, as pessoas já não esperam ter privacidade e que a privacidade já não é uma “norma social".


  • Diário real versus Diário pessoal

    Blogs são diários electrónicos ou diários virtuais divulgados na Internet. O termo deriva de WEBLOG (WEB – a rede de computadores mundial – e LOG – tipo de diário de bordo). São sites com temas específicos e produzidos por qualquer pessoa que queira transmitir algo. Os blogs utilizam o texto escrito, mas também permitem outros meios multimédia como som, imagens, pequenos vídeos.

    A principal diferente entre os blogs e os diários “de papel” é que estes não foram feitos para serem lidos por qualquer pessoa, são como um amigo confidente e muitas vezes fechado a sete chaves para que fique fora do alcance de leitores indesejados. Já os blogs são publicados na Internet pelo próprio autor, disponível para que o mundo inteiro leia e comente. Isso faz com que os blogs tenham uma característica distinta dos diários que é justamente o segredo. Na verdade, quem escreve confidências num blog, quer que todos saibam o seu segredo.

    Os blogs são interactivos, abertos à participação, pois permitem receber comentários. Estas participações são breves anotações para o autor do blog, possibilitando o exercício da argumentação. O leitor de um blog passa a ser co-autor ou leitor participativo.

    Os blogs apareceram no final dos anos 90 e hoje em dia já existe um milhão de blogs espalhados pelo mundo. Muitos blogs não têm sequer identificação, porque o que interessa é trocar informações e divulgar opiniões e sentimentos, não importando muito quem é o autor. Desta forma cria-se uma grande rede social de divulgação de saberes.

    Existem muitos blogs feitos por adolescentes, utilizando linguagem informal, que relatam suas experiências diárias como: as noitadas, quem ficou com quem, filmes que assistiram, os relacionamentos com os pais, etc.

    Devido às características dos blogs – podem ser sempre actualizado; facilidade de utilização; publicação de textos sem limite de tamanho; armazenamento de várias versões; cada texto publicado pode ser comentado (interactividade); disponíveis a todos (livro aberto) – podem ser utilizados no contexto educacional, permitindo aos estudantes produzir informação a partir das suas próprias conclusões, motivando-os e valorizando seu trabalho.

    Os blogs permitem a troca entre grupos, a organização de conteúdos, a argumentação, a participação de vários alunos, a elaboração de projectos utilizando diferentes medias.


  • Netspeak

    Na Internet (blogs, chats), os adolescentes optaram por uma forma de escrita com características próprias – abreviações, símbolos e maneiras de usar a língua de forma económica devido à fluidez da comunicação – pode-se chamar esse fenómeno de linguagem digital, virtual ou electrónica.

    A linguagem dos blogs tem marcas fortes de oralidade, pois é como se fosse a representação escrita de uma conversa, não presencial e assíncrona; uma expressão oral através do texto escrito.

    Na linguagem oral os interlocutores estão face-a-face e fazem uso de entoação e de gestos. Na linguagem escrita dos blogs, cada um escreve a sua mensagem em momentos diferentes, mas com características de conversação, por isso o texto fica com marcas de oralidade, como símbolos, pontuação excessiva, gírias e neologismos.

    Alguns exemplos da escrita na internet:
    Símbolos – também são conhecidos como emoticons e são, geralmente, representados por carinhas que mostram os sentimentos do autor [ :-) :-( ;-) :-@ ].
    Pontuação expressiva – exclamações, interrogações e reticências são muito utilizadas nos textos de blogs, como ferramenta de representação gestual e de entonação.
    Maiúsculas e repetição de letras – outro recurso muito utilizado, que funciona como uma alteração de voz, um grito.
    Abreviações – para tornar a escrita mais rápida utilizam abreviações: qtas (quantas), qse (quase), oq (o que), q (que), mto (muito), cmg (comigo), bj (beijo).
    Troca de letras – transformação gráfica onde o grupo qu e ca é substituído pela letra k: eskeci (esqueci), akele (aquele), nkela (naquela), fikei (fiquei), nunk (nunca).
    Reprodução do riso – indicar que o autor está rindo: rsrsrs (risos), hahaha (gargalhada), hehehe (sorriso maroto).



    Muitos pais e professores estão preocupados com esta nova forma de escrita electrónica. Acreditam que os seus filhos e alunos estão desaprendendo o Português com o uso cada vez mais intensificado da Internet e dos meios de comunicação.

    Mas, segundo os estudos, a maioria dos adolescentes não trocou a escrita formal pela escrita digital, eles sabem que cada variante tem seu espaço e procuram não misturar as situações. Cabe também aos professores e aos pais alertar os jovens sobre essa variante linguísticas e orientá-los quanto ao uso correcto de cada uma.



Os Media Sociais


Será que os Media Sociais são uma moda ou serão a maior mudança desde a Revolução Industrial?

Deixo aqui alguns dados de um estudo recente americano:
  • Para alcançar 50 milhões de utilizadores a rádio demorou 38 anos, a TV 13 anos, a TV por cabo 10 anos, a Internet 4 anos, o IPod 3 anos e o Facebook adicionou 100 milhões de utilizadores em menos de 9 meses (se o Facebook fosse um país, seria o 4º maior em população).
  • O download de aplicativos para o IPod atingiu 1 bilhão em 9 meses.
  • As redes sociais e os blogs estão no 4º lugar das actividades mais populares on-line, batendo inclusive o e-mail pessoal e 10% de todo o tempo gasto na internet é em sites dos media sociais.
  • Um em cada seis estudantes do ensino superior tem o seu curriculum on-line.
  • 80% das empresas estão a utilizar o Linkedln como a principal ferramenta para procurar empregados.
  • Ashton Kutcher e Ellen DeGeneres (actores) têm mais seguidores no Twitter do que a população inteira doa Irlanda, Noruega e Panamá.
  • 80% do uso do Twitter é através de telemóveis que as pessoas actualizam de qualquer lugar, a qualquer hora.
  • Geração Y (nascido a partir de 1975) e Z (nascido a partir de 1985) consideram o e-mail uma coisa antiquada.
  • YouTube é o segundo maior sistema de busca do mundo e tem mais de 100.000.000 de vídeos.
  • Criada em 2004, o Flickr tem mais de 3,6 bilhões de imagens alojadas.
  • A Wikipedia tem mais de 13 milhões de artigos em mais de 260 línguas diferentes. O site atrai mais de 60 milhões de utilizadores únicos por mês e estudos mostram que é mais confiável que a enciclopédia Britânica.
  • Existem mais de 200.000.000 de Blogs e 54% dos utilizadores dos blogs colocam conteúdos diariamente.
  • Mais de 1,5 milhões de partes de conteúdos (links, reportagens, posts em blogues, notas, fotos, etc.) são partilhados diariamente no Facebook.
  • 24 dos 25 maiores jornais estão a passar por declínios recordes de circulação. Não procuramos mais pela notícia, a notícia é que nos encontra. Num futuro próximo não iremos mais procurar por produtos e serviços, eles é que nos irão encontrar através dos media sociais.
  • Os media sociais não são uma moda, são uma mudança fundamental na maneira como nos comunicamos.





domingo, 11 de abril de 2010

Actividade 1 - Nativos Digitais VS Imigrantes Digitais


PERFIL DO ESTUDANTE DIGITAL

Esta actividade tinha por objectivo identificar e discutir as características atribuídas ao estudante digital.

Para a realização desta actividade foram constituídos grupos que teriam de:
1. ler e analisar os textos disponibilizados;
2. elaborar o perfil do "Estudante Digital", num documento PowerPoint (max. 8 slides);
3. apresentar o trabalho final no fórum;
4. discutir no fórum os trabalhos apresentados.



Bibliografia:







Grupo Amarelo

Grupo Amarelo: Catarina Oliveira, Isabel Bernardo, Liliana Vidal e Vanda Carvalho



Comentários Actividade 1

  • Nativos Digitais (ND) VS Imigrantes Digitais (ID)

    Tendo em conta que os alunos de hoje mudaram radicalmente e não são os mesmos para os quais o nosso sistema educacional foi criado, poderemos ter aqui um problema de educação, uma vez que são os Imigrantes Digitais que instruem/formam os Nativos Digitais.

    Como não podemos colocar os estudantes Nativos Digitais a aprender pelos métodos antigos, porque as suas mentes estão diferentes e é impossível fazer essa regressão, terão de ser os educadores Imigrantes Digitais a aceitarem conhecer este novo mundo.

    Os educadores ID terão de mudar se quiserem alcançar os alunos ND. Através da metodologia, os professores têm de reaprender a comunicar com os estudantes. Isto não significa mudar o significado do que é importante, mas significa ir mais rápido, mais em paralelo.

    Depois da “singularidade” digital, existem dois tipos de conteúdos: conteúdo “Legado” (a parte do curriculum tradicional: ler, escrever, raciocínio lógico, compreensão escrita e as ideias do passado) e conteúdo “Futuro” (conteúdo digital e tecnológico: software, hardware, robótica), mas também ética, política, sociologia, línguas, etc., princípios hoje muito esquecidos ou ignorados pelos ND.

  • Será que os ND estão mais bem preparados do que os ID para enfrentar o futuro?

    Tendo eu nascido antes da era digital e tentando apanhar o comboio dos ND, a primeiro pensamento que me surge é que os ID estão melhor preparados para o futuro, uma vez que viveram num momento e tentam adaptar-me a um novo, enquanto os ND nunca conheceram outra realidade a não ser esta.

    Mas reflectindo melhor, o futuro levanta-nos uma série de perguntas e preocupações. Será que vamos conseguir acompanhar a evolução tecnológica?

    Se pensarmos nos jovens ND eles não só estão preparados como estão sempre à espera do próximo desafio, porque têm facilidade em lidar com a transformação. Problemas que para nós parecem "não ter solução", para eles são vistos e analisados com ideias simples e criativas.


  • Entrevista a Bill Gates

    Na revista "Time" está publicada uma entrevista feita a Bill Gates. Nessa entrevista foi colocada a seguinte questão:

    - A educação é algo que o preocupa bastante. A tecnologia proporciona uma aprendizagem melhor?
    "É importante ter alguma humildade quando se fala de educação, porque a televisão ia mudar a educação, as cassetes vídeo e a instrução assistida por computador também. Mas até à explosão da Internet, há dez anos, a tecnologia não fez qualquer mudança na educação. Aprender é basicamente criar um contexto de motivação e saber porque se deve aprender. A tecnologia desempenha o seu papel, mas não é uma poção mágica.” (Bill Gates)

    Ao longo do tempo, os conceitos de educação, tecnologia e meios tecnológicos têm sido confundidos. A tecnologia é importante, mas não deixa de ser mais uma ferramenta de apoio à aprendizagem. Se os conteúdos não são adaptados e eficazes, não é a tecnologia que irá resolver o problema da aprendizagem, uma vez que a tecnologia, por si só, não produz aprendizagem.

    Por exemplo, os alunos são incentivados a utilizarem a Internet para efectuarem pesquisa de informação, mas na realidade, os alunos não sabem o que pesquisar e como pesquisar e limitam-se a fazer "copiar/colar".

    A nível pedagógico, cabe ao professor o papel de integrar as novas tecnologias no processo de ensino/aprendizagem. Se o professor tiver ao seu dispor mais meios e recursos didácticos (que conheça) maior será a probabilidade do professor escolher o mais adequado ao contexto educativo, analisando o público-alvo e os objectivos a atingir, para desenvolver actividades que dêem respostas eficazes.