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sexta-feira, 16 de julho de 2010

Reflexão Final



Achei esta unidade curricular muito interessante, não só pela actualidade da temática apresentada, mas também pela dinâmica e envolvência criada entre a turma.

No inicio deste mestrado sentia-me um pouco perdida e deslocada do grupo, não só porque a turma era constituída na sua quase totalidade por professores (eu não sou), com também por estar um pouco apreensiva de como escolher um grupo e realizar tarefas em grupo em ensino a distância, quando não se conhece quem está do outro lado.


Nesta UC constitui e realizei o primeiro trabalho de grupo e foi com enorme surpresa que constatei que tudo é possível. Aliás, tudo é possível e tudo é igual a um trabalho de grupo presencial: as dúvidas, a maior ou menor sintonia do grupo de acordo com os elementos que o constituem.

Cheguei à conclusão que a cumplicidade, entreajuda e amizade é maior do que no ensino presencial. Porquê? Talvez por nos sentirmos mais desamparados e isolados que procuramos ser ajudados e ajudar os outros.

De tal modo que nesta UC, ao longo do semestre, o grupo inicialmente constituído (o núcleo) manteve-se até ao final.


A temática abordada fez-me reflectir sobre a realidade dos jovens fase aos media digitais, mas também sobre a minha realidade que embora tente a todo o custo apanhar o comboio das novas tecnologias, mas que por muito que me esforce, nunca passarei de uma imigrante digital.

Depois de termos andado às voltas com os dois conceitos "Imigrantes Digitais" e "Nativos Digitais" constatei que realmente ainda sou ID em algumas situações, principalmente por causa do papel. Ainda estou muito 'agarrada' a ele e apercebi-me disso quando estive uma semana em casa a trabalhar para o mestrado, como não tenho impressora em casa senti mesmo a falta de imprimir o trabalho final, para poder ler, riscar, sublinhar. Para mim, ler a partir do ecrã não é a mesma coisa...


A tecnologia, hoje em dia, evolui muito rapidamente, e as redes sociais são o reflexo disso. O que estava na 'moda' há um ano, hoje já está ultrapassado, a evolução é constante: Hi5, MySpace, Flickr, Facebook.

Esta tecnologia faz parte do dia-a-dia dos jovens e as redes sociais são o seu mundo, neste sentido é importante analisar como influenciam a formação da identidade de um jovem. Neste aspecto esta UC foi muito esclarecedora e a temática à volta dos adolescentes foi bem 'esmiuçada'.


Talvez por eu não leccionar, e estando ligada ao ensino mas a um público mais adulto, acho que seria muito interessante alargar esta abordagem para outras faixas etárias, até porque está a surgir um fenómeno social muito interessante de analisar, que é a utilização das redes sociais pela terceira idade. E não só...

A faixa dos 30-40 anos também estão a aderir em massa (vemos pelos utilizadores do facebook), bem como a utilização dos media por grupos (religiosos, políticos, associações, etc.) e o seu impacto na sociedade.

Nesta reportagem da RTP1 podemos ver a abordagem sobre os utilizadores adultos das redes sociais, nomeadamente a 3ª idade, a igreja e empresas na procura e oferta de empregos.







O fenómeno dos "Flash Mobs". São aglomerações instantâneas de pessoas num local público para realizar determinada acção inusitada, previamente combinada, e dispersando-se tão rapidamente quanto se reuniram. A expressão aplica-se geralmente a reuniões organizadas através de e-mails ou redes sociais.






O maior 'Flash Mob' do Mundo. No inicio eram apenas 800 bailarinos contratados, mas a coreografia espalhou-se e estima -se 21.000 pessoas a dançar. (Black Eyed Peas and Oprah).



O exemplo Português: TAP Lisboa, 30 Dezembro 2009




Gostaria de deixar aqui dois vídeos.

Um com a previsão do que será o futuro dos media e da tecnologia num futuro muito próximo.

O outro vídeo demonstra como esta previsão não está assim tão longe dada as novidades de conexão que já estão a ser desenvolvidas.








Pranav Mistry, um aluno indiano do MIT, inventou o sixthsense (sexto sentido).

Em conjunto com uma webcam poderá trabalhar e ter acesso a informação em qualquer sitio. O ecrã poderá ser uma folha em branco, uma parede ou a própria mão. Pode projectar no braço um relógio e saber 'que horas são', projectar na mão o teclado de um telefone e fazer uma chamada, pode projectar num papel um vídeo ou um jogo e jogar.

Tudo isto está previsto para funcionar em open-source e o protótipo actual custa 350 dólares!

sexta-feira, 25 de junho de 2010

O lado Positivo e Negativo das Tecnologias

Sou adepta e favorável ao desenvolvimento tecnológico, mas como em tudo na vida, há sempre o lado positivo e o negativo, o bom e o mau.

A tecnologia, informação, internet, telemóveis, redes sociais e câmaras de vigilância, são alguns elementos que compõem a sociedade de Informação do nosso dia-a-dia e que nos expõem numa "aldeia global" em que tudo está "à vista".

A linha que separa a inovação tecnológica da invasão de privacidade de cada um de nós é muito ténue.

O GPS de uso banal, não só nos ajuda a encontrar um local, como a sermos localizados.

O telemóvel permite estar contactável e poder contactar a qualquer momento, mas também retira a nossa liberdade e privacidade.

O Google Earth e o Microsoft Virtual Earth recolhem informação em tempo real, recorrendo a câmaras de vigilância ou de trânsito e detectam pessoas e veículos. Embora todos os dados obtidos sejam anónimos, não podemos deixar de pensar que com estas ferramentas é possível seguir e controlar os passos de uma pessoa.

Em Inglaterra foram colocadas câmaras de vigilância por todo o lado, como medida de combate ao terrorismo, mas também é muito fácil seguir uma pessoa ou utilizar estes meios de modo perverso, até pelos próprios terroristas, virando-se "o feitiço contra o feiticeiro".

O Facebook é a maior rede virtual do mundo, onde existem dados de todos nós, dos nossos amigos, de familiares. Mesmo que não sejamos aderentes desta rede social, não temos a segurança que outra pessoa não disponibiliza vídeos, fotos e informações nossas e "uma vez na Internet é para sempre”.

O fundador do Facebook, Mark Zuckerberg afirmou que, na era das redes sociais, as pessoas já não esperam ter privacidade e que a privacidade já não é uma “norma social".

É preocupante esta mudança de mentalidades e compete aos pais, professores, sociólogos e meios de comunicação social aplicar medidas de segurança apertadas de modo a minimizar "o lado mau ou perverso" da tecnologia.

domingo, 20 de junho de 2010

Actividade 4 - Utilização dos Media Digitais pelos Jovens



Utilização Social dos Media Digitais: A Perspectiva dos Jovens


Chegamos à última actividade desta unidade curricular e também foi realizada em grupo. O objectivo desta actividade consistia na realização de entrevistas a jovens sobre a utilização social dos media digitais e identificar as marcas identitárias da adolescência em sites sociais de jovens.

Após a constituição do grupo, foi elaborado um guião de entrevista conjunto, sobre a utilização social dos media digitais (msn, blogues, redes sociais, etc.), procurando explorar a perspectiva dos jovens sobre as grandes questões que habitualmente se colocam sobre esta utilização. Para a construção do guião foi utilizada uma ferramenta corporativa "Wiki". Este guião de entrevista foi utilizado por todos os grupos para a realização das entrevistas.

Deveriam ser realizadas 2/3 entrevistas a jovens, com idade compreendidas entre os 11 e os 17 anos. O nosso grupo optou por realizar 4 entrevistas (2 a jovens do sexo feminino e 2 do sexo masculino) e na faixa etária dos 15-17 anos.

Como o grupo era constituído por 4 elementos, cada um realizou uma entrevista, a minha foi efectuada a um jovem com 15 anos.

Após a realização das quatro entrevistas, foi elaborado um quadro comparativo e com base neste quadro procedemos à análise e interpretação da perspectiva juvenil acerca da utilização dos media digitais.





Trabalho realizado






Grupo Hip-Hop: Catarina Oliveira, Carlos Jorge, Liliana Vidal e Vanda Carvalho







Grupo Hip-Hop






Reflexão


Embora o trabalho apresentado por cada grupo não possa ser considerado uma amostra válida, dado o número reduzido de entrevistas realizadas, as conclusões a que chegaram são muito idênticas.

Neste sentido, o meu comentário será geral, salientando os seguintes pontos comuns a todos os adolescentes:

  • Têm acesso a computador, Internet e telemóvel;
  • Em média acedem à internet todos os dias, cerca de 2h-3h (quanto maior é a idade mais tempo passam na internet).
  • Usam as redes sociais;
  • Contactam com amigos, colegas e familiares;
  • Alguns usam nicknames, mas a maioria identifica-se com o nome;
  • São poucos os que já criaram um blogue ou site, mas quase nenhum está actualizado.

Mas o ponto de maior consenso verifica-se na ausência de controlo por parte dos pais, na utilização que os filhos fazem da internet.

Sobre este aspecto gostaria de deixar aqui alguns indicadores sobre os jovens e os perigos online.
Dado que no dia 09 de Fevereiro foi o Dia Europeu da Internet Segura, a Microsoft apresentou os dados de um estudo europeu realizado a jovens dos 14 aos 18 anos sobre a utilização da internet.

Dos adolescentes europeus que navegam na internet, 51% não tem qualquer tipo de supervisão por parte dos pais; em Portugal essa percentagem sobe para 67%, enquanto na vizinha Espanha apenas 21% dos adolescentes não tem restrições impostas pelos educadores.

De qualquer modo, 69% dos jovens portugueses optaram por restringir o acesso aos seus dados pessoais nas redes sociais, sendo considerados como os mais atentos com os riscos associados ao uso da internet.

Para alertar a população para os perigos associados à utilização da Internet pelos jovens, a União Europeia apoia várias iniciativas por toda a Europa e lança o passatempo subordinado ao tema ‘Pensa antes de publicar’, para jovens entre os 9 e os 15 anos, para consciencializar os jovens para os riscos da utilização por terceiros de dados pessoais, fotografias ou até locais que costumam frequentar.

Deixo aqui o link de parte de uma reportagem apresentada na RTP1 sobre as redes sociais em Portugal, muito interessante. Não percam...


1ª Parte - "Agarrados à Máquina"





2ª Parte - "Agarrados à Máquina"




quarta-feira, 12 de maio de 2010

Actividade 3 - Media Digitais e Construção da Identidade Social




ACTIVIDADES SOCIAIS E DESENVOLVIMENTO DA IDENTIDADE NOS JOVENS



Esta actividade tinha por objectivo reconhecer a influência dos media digitais na construção da identidade social dos jovens.


Para a realização desta actividade foram constituídos grupos que teriam de:

1. ler e elaborar uma síntese do texto escolhido, com base nos seguintes aspectos:
  • apresentação do estudo;
  • objectivos do mesmo;
  • principais resultados e
  • principais conclusões;
2. apresentar as sínteses efectuadas no fórum;
3. discutir as sínteses apresentadas pelos diversos grupos.




Como foi referido, foram dados à escolha seis textos e o nosso grupo escolheu o texto 6:






Trabalho realizado






Grupo 6: Catarina Oliveira, Liliana Vidal e Vanda Carvalho




O grupo apresentou também um site onde foi disponibilizado o trabalho efectuado:

http://www.smf.pt/vanda/site_mds/





Reflexão sobre os restantes textos, trabalhados pelos outros grupos:


A influência das novas tecnologias na construção da identidade dos jovens, acaba por ser comprovada pelos restantes 4 temas tratados, onde são analisadas em pormenor algumas das vertentes destas novas tecnologias (blogues, sites, meios de comunicação móveis, chats, redes sociais, etc.). As novas tecnologias potenciam a construção de uma identidade dinâmica e em constante evolução, porque os meios que os influenciam também estão em constante mudança. As novas tecnologias permitem a rápida edição, divulgação e troca de conteúdos, onde todos contribuem para a construção de um conhecimento colaborativo.


A síntese feita pelo grupo 2 foi muito bem delineada, com objectivos muito claros e agradou-me o modo como foi apresentada a síntese.

Ficou claro pela síntese, que os jovens utilizam os weblogs e páginas pessoais para exprimirem as suas ideias, angustias, dúvidas, medos, motivações, partilhando-as com os colegas e todos aqueles que têm acesso a esta informação. Funciona como um diário pessoal onde desabafam os problemas do dia-a-dia e as incompreensões dos adultos.

Também é muito importante o feedback que recebem (comentários) sobre os temas colocados online e funcionam com um modo de aceitação na sociedade. Neste sentido, fica clara a influência dos blogs e sites pessoais na construção da identidade social dos jovens.

O tema aqui abordado tem sido muito debatido e são muitas as dúvidas que se levantam sobre as redes sociais.

Uma rede social que seja hoje a mais utilizada, facilmente é destronada, mudando conforme vão surgindo novas redes sociais, são como uma moda (Hi5, MySpace, Facebook, etc.).

De uma entrevista dada por Danah Boyd sobre a utilização das redes sociais, destaco duas questões que se relacionam com a grande aderência que as mesmas têm entre os adolescentes, tendo em conta que tanto podem produzir resultados positivos ou negativos:

- o poder das redes sociais para se organizarem como movimentos cívicos, por exemplo adolescentes que usaram o MySpace para protestar contra o tratamento indecente dado a imigrantes ilegais. A rede social possibilita que uma comunidade online possa traduzir posts em blogs em diferentes línguas para que pessoas ao redor do mundo possam saber o que acontece regionalmente. (No dia 10 de Maio 2010, por exemplo, um grupo de jovens utilizou o Facebook para organizar uma concentração de adeptos do Benfica em Lisboa).

- o poder das redes sociais em eleições políticas, tendo em conta que os jovens entre 18 e 30 anos são bastante decisivos nas eleições, as redes sociais estão a ser usadas para declararem as suas preferências sobre os candidatos e passarem mensagens políticas. Não podemos esquecer que os adolescentes de hoje são os adultos de amanhã.

Muito já foi dito pelos colegas sobre a utilização dos telemóveis e o desenvolvimento da identidade dos jovens.

O fenómeno dos iPhone veio revolucionar o conceito do uso do telemóvel. São telemóveis que permitem o acesso à Internet em qualquer lugar. A junção das duas funções do leitor de música iPod com as do telemóvel, com câmara digital, acesso ao e-mail e à internet por ligação wi-fi local.

Investigadores e professores portugueses, espanhóis e latino-americanos que trabalharam no relatório Horizon Ibero-América 2010 estiveram reunidos no México, numa iniciativa promovida pela Universidade Aberta da Catalunha e pela comunidade educativa New Media Consortium e foram unânimes em declararem que, das tecnologias emergentes que têm mais possibilidades de revolucionar o ensino universitário, em primeiro lugar surgem os telemóveis, que são como computadores que cabem numa mão e podem ser ligados à internet a partir de qualquer lugar.

Mas a influência não é só nos jovens adolescentes, mas em todos nós. Ao reflectir sobre a utilização dos telemóveis deparei-me com muitas alterações no dia-a-dia de todos nós, por exemplo:

- A maior parte das pessoas deixaram de utilizar relógio de pulso, uma vez que utilizam o telemóvel para ver as horas;

- Muitos de nós também deixamos de utilizar o despertador, pois passamos a utilizar o telemóvel para esse efeito;

- Deixamos de utilizar uma agenda e passamos a utilizar o telemóvel como agenda diária, registo de aniversários, notas importantes;

Muitos dos utilizadores tornaram-se dependentes do telemóvel admitindo que se sentem "perdidos" sem eles.

Há alguns anos se estávamos na rua e tínhamos muita urgência em contactar com alguém, teríamos que procurar um telefone público para o fazer ou então esperar até chegarmos ao trabalho ou a casa para o fazer. Hoje temos de estar sempre contactáveis e a falta de bateria ou rede é encarada como um problema muito grave.

O conteúdo da vossa síntese sobre a actividade social e desenvolvimento da identidade nos jovens está bastante clara.

Mais um exemplo de como os media podem contribuir para a divulgação incentivo e promoção dos comportamentos cívicos: “Os estudantes através da destreza do uso das tecnologias digitais, internet, messenger e telemóveis, redigiram e fizeram revisões das resoluções que abordavam, como as necessidades curriculares e o acesso às actividades extracurriculares de uma forma justa. Realizaram uma cimeira sobre a segurança e o assédio sexual, envolvendo centenas de estudantes do distrito.” (p.5 da síntese apresentada pelo grupo)

A minha reflexão feita ao grupo 3 acaba por completar esta ideia.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Actividade Transversal - Glossário

CULTURA DIGITAL - TERMINOLOGIA


Construção de Glossário


Objectivo: Definir conceitos e termos utilizados na cultura digital.

Competências: Adquirir competência no uso da terminologia e dos conceitos associados à cultura dos nativos digitais.

Nesta actividade, pretendia-se que a turma construísse um glossário relacionado com a "Cultura Digital". Neste sentido, cada estudante escolheu um conjunto de termos, da listagem disponibilizada pela docente, colocando a respectiva definição na ferramenta "Glossário".


Os termos escolhidos foram: MySpace, Online Politickinge e Online Predator.




MySpace

Já foi a maior rede social dos Estados Unidos e a 2º do mundo com mais de 110 milhões de utilizadores, mas actualmente está em 12º lugar nos EUA e em 18º no mundo em termos de utilização, de acordo com o Alexa web: http://www.alexa.com/siteinfo/myspace.com#keywords (site dedicado à medida tráfego Internet).

MySpace (MySpace.com) foi criado em 2003 e é um serviço de rede social que utiliza a Internet para comunicação online composto por perfis pessoais de utilizador, que inclui uma rede interactiva de amigos, grupos, partilha de fotos, vídeos, música, blogs. Inclui um sistema interno de e-mail e fóruns que permite aos utilizadores comunicarem uns com outros e um motor de pesquisa interna.

A crescente popularidade do site e sua capacidade de alojar MP3, fez com que muitas bandas e músicos se registassem, fazendo das suas páginas de perfil, o seu site oficial.

Características de MySpace:
Boletins, Grupos, MySpaceIM, MySpaceTV, Aplicações, MySpace Mobile, MySpace News, MySpace Classifieds, MySpace Karaoke, MySpace Polls, MySpace Sports (Desportos), MySpace Books (Livros), MySpace Horoscopes (Horóscopos), MySpace Jobs (Empregos), e MySpace Movies (Filmes).

Conteúdo de um perfil:
Humor, Secções, Comentários, Personalização (HTML), Música.

Baseado na pesquisa efectuada na Wikipédia, (01/05/10), http://www.wikipedia.org/




Online Politicking

É a utilização da Internet pelos políticos para interagir com os eleitores e conhecer os seus problemas.

Utilização de redes sociais (MySpace, Facebook), e-mail, SMS, telemóveis, etc., para campanha, informação, localização e mobilização de eleitorado político. Também são utilizados para solicitar doações de campanha ou informar os eleitores sobre as opiniões dos políticos sobre questões fundamentais.

Baseado na pesquisa efectuada na Wikipédia, (01/05/10), http://www.wikipedia.org/




Online Predator

É considerado um utilizador da Internet que procura explorar outros utilizadores, geralmente para fins financeiros ou sexuais, incluindo os predadores sexuais online, sobretudo pedófilos e criminosos sexuais que criam identidades digitais falsas e/ou enganosas para interagir online e ainda organizar encontros, no mundo real, com menores.

Este termo é, mais raramente, associado à crescente e abundante publicidade não solicitadas dirigidas aos jovens que utilizam os espaços online.

Baseado na pesquisa efectuada na Wikipédia, (01/05/10), http://www.wikipedia.org/

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Actividade 2 - Identidade Social na Adolescência












PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE NA ADOLESCÊNCIA


Esta actividade tinha por objectivo identificar as características e discutir o processo de construção de identidade durante o período da adolescência.

Para a realização desta actividade individual teria de:
1. leitura individual e elaboração de uma síntese dos textos disponibilizados;
2. discutir os textos trabalhados no fórum moderado pelo Professor.




Comentários à Actividade 2


  • Construção de identidade na adolescência.

    A adolescência é uma fase importante no processo de consolidação da identidade pessoal, da identidade psicossocial e da identidade sexual. Erik Erikson diz-nos que o sentimento de identidade é o sentimento intrínseco de ser o mesmo ao longo da vida, atravessando mudanças pessoais e ocorrências diversas.

    As alterações que ocorrem na adolescência são universais, pois são vividas por todos os rapazes e raparigas em qualquer parte do mundo.

    A fase da adolescência é encarada como a etapa de preparação para o futuro e para o seu papel no mundo dos adultos. Nesta etapa, o adolescente prepara-se para viver com maior plenitude e autonomia. Até há pouco tempo, o rapaz e a rapariga dependiam dos pais e agora, começam a pensar e a agir de forma pessoal e afirmativa.

    A construção da identidade adolescente é um processo que está directamente ligado ao contexto sócio-cultural no qual ele está inserido. Embora o meio não seja determinante na definição de uma identidade, mas é um forte contingente para que esta identidade se constitua.

    Com o afastamento do seio familiar, o adolescente deixa-se influenciar pelo ambiente de maneira muito mais abrangente que antes. À medida que os vínculos sociais se vão estabelecendo, passam a ser valorizados um conjunto de características necessárias para ser aceito pelo grupo e para expressar um estilo que agrade a si e aos outros.

    Se na infância os modelos de identificação são os pais, na adolescência vão ser os jovens da mesma idade. O melhor amigo é normalmente alguém com quem partilham inquietações, é como um espelho onde o adolescente se vê reflectido.

    Erikson refere a certeza que o grupo pode trazer às incertezas do adolescente. No entanto, pode apresentar alguns riscos negativos, sobretudo quando a relação com o grupo é de grande dependência.

    Nos ambientes familiares onde existem muitas vezes conflitos, os adolescentes buscam outros universos. A escola, para além de um mundo de jovens, é também um mundo de adultos: os professores, os empregados, os outros pais (de quem os colegas falam...). A construção da identidade passa por um processo de identificação e por um processo de diferenciação. Neste universo interactivo, numa cultura jovem, constroem-se certos estereótipos sociais e de grupo.

    No final da adolescência o jovem obtém uma "identidade realizada", ele será capaz, como diz Erikson, de sentir uma "continuidade interna" e "uma continuidade do que ele significa para as outras pessoas", ou seja, cada adolescentes tenta construir o seu eu através de "outros significativos".


  • Trocar os blogues por redes sociais

    Cada vez mais os jovens estão a perder o interesse pelos Blogs, tendo caído para metade o uso por parte dos adolescentes.

    Segundo o estudo referido pela colega Anabela Isidoro, Pew Research Center, o número de jovens americanos entre 12 e 17 anos que escrevem Blogs caiu de 28% para 14% desde 2006. Os adolescentes que disseram ter feito comentários em Blogs de colegas caiu de 76% para 52% no mesmo período.

    Os adolescentes preferem formas mais curtas, rápidas e móveis de comunicação e os dados mostram o seu envolvimento cada vez maior em redes sociais na internet, bem como o aumento de acesso por telemóvel. Neste sentido, os sites de relacionamento ou micro-blogs, como o Facebook ou o Twitter não têm a mesma recepção junto dos adolescentes. O uso do Twitter é mais popular entre os adultos e os adolescentes preferem utilizar o Facebook.

    O Facebook é a maior rede virtual do mundo, onde existem dados de todos nós, dos nossos amigos, de familiares. Mesmo que não sejamos aderentes desta rede social, não temos a segurança que outra pessoa não disponibiliza vídeos, fotos e informações nossas e "uma vez na Internet é para sempre”.
    O fundador do Facebook, Mark Zuckerberg afirmou que, na era das redes sociais, as pessoas já não esperam ter privacidade e que a privacidade já não é uma “norma social".


  • Diário real versus Diário pessoal

    Blogs são diários electrónicos ou diários virtuais divulgados na Internet. O termo deriva de WEBLOG (WEB – a rede de computadores mundial – e LOG – tipo de diário de bordo). São sites com temas específicos e produzidos por qualquer pessoa que queira transmitir algo. Os blogs utilizam o texto escrito, mas também permitem outros meios multimédia como som, imagens, pequenos vídeos.

    A principal diferente entre os blogs e os diários “de papel” é que estes não foram feitos para serem lidos por qualquer pessoa, são como um amigo confidente e muitas vezes fechado a sete chaves para que fique fora do alcance de leitores indesejados. Já os blogs são publicados na Internet pelo próprio autor, disponível para que o mundo inteiro leia e comente. Isso faz com que os blogs tenham uma característica distinta dos diários que é justamente o segredo. Na verdade, quem escreve confidências num blog, quer que todos saibam o seu segredo.

    Os blogs são interactivos, abertos à participação, pois permitem receber comentários. Estas participações são breves anotações para o autor do blog, possibilitando o exercício da argumentação. O leitor de um blog passa a ser co-autor ou leitor participativo.

    Os blogs apareceram no final dos anos 90 e hoje em dia já existe um milhão de blogs espalhados pelo mundo. Muitos blogs não têm sequer identificação, porque o que interessa é trocar informações e divulgar opiniões e sentimentos, não importando muito quem é o autor. Desta forma cria-se uma grande rede social de divulgação de saberes.

    Existem muitos blogs feitos por adolescentes, utilizando linguagem informal, que relatam suas experiências diárias como: as noitadas, quem ficou com quem, filmes que assistiram, os relacionamentos com os pais, etc.

    Devido às características dos blogs – podem ser sempre actualizado; facilidade de utilização; publicação de textos sem limite de tamanho; armazenamento de várias versões; cada texto publicado pode ser comentado (interactividade); disponíveis a todos (livro aberto) – podem ser utilizados no contexto educacional, permitindo aos estudantes produzir informação a partir das suas próprias conclusões, motivando-os e valorizando seu trabalho.

    Os blogs permitem a troca entre grupos, a organização de conteúdos, a argumentação, a participação de vários alunos, a elaboração de projectos utilizando diferentes medias.


  • Netspeak

    Na Internet (blogs, chats), os adolescentes optaram por uma forma de escrita com características próprias – abreviações, símbolos e maneiras de usar a língua de forma económica devido à fluidez da comunicação – pode-se chamar esse fenómeno de linguagem digital, virtual ou electrónica.

    A linguagem dos blogs tem marcas fortes de oralidade, pois é como se fosse a representação escrita de uma conversa, não presencial e assíncrona; uma expressão oral através do texto escrito.

    Na linguagem oral os interlocutores estão face-a-face e fazem uso de entoação e de gestos. Na linguagem escrita dos blogs, cada um escreve a sua mensagem em momentos diferentes, mas com características de conversação, por isso o texto fica com marcas de oralidade, como símbolos, pontuação excessiva, gírias e neologismos.

    Alguns exemplos da escrita na internet:
    Símbolos – também são conhecidos como emoticons e são, geralmente, representados por carinhas que mostram os sentimentos do autor [ :-) :-( ;-) :-@ ].
    Pontuação expressiva – exclamações, interrogações e reticências são muito utilizadas nos textos de blogs, como ferramenta de representação gestual e de entonação.
    Maiúsculas e repetição de letras – outro recurso muito utilizado, que funciona como uma alteração de voz, um grito.
    Abreviações – para tornar a escrita mais rápida utilizam abreviações: qtas (quantas), qse (quase), oq (o que), q (que), mto (muito), cmg (comigo), bj (beijo).
    Troca de letras – transformação gráfica onde o grupo qu e ca é substituído pela letra k: eskeci (esqueci), akele (aquele), nkela (naquela), fikei (fiquei), nunk (nunca).
    Reprodução do riso – indicar que o autor está rindo: rsrsrs (risos), hahaha (gargalhada), hehehe (sorriso maroto).



    Muitos pais e professores estão preocupados com esta nova forma de escrita electrónica. Acreditam que os seus filhos e alunos estão desaprendendo o Português com o uso cada vez mais intensificado da Internet e dos meios de comunicação.

    Mas, segundo os estudos, a maioria dos adolescentes não trocou a escrita formal pela escrita digital, eles sabem que cada variante tem seu espaço e procuram não misturar as situações. Cabe também aos professores e aos pais alertar os jovens sobre essa variante linguísticas e orientá-los quanto ao uso correcto de cada uma.



Os Media Sociais


Será que os Media Sociais são uma moda ou serão a maior mudança desde a Revolução Industrial?

Deixo aqui alguns dados de um estudo recente americano:
  • Para alcançar 50 milhões de utilizadores a rádio demorou 38 anos, a TV 13 anos, a TV por cabo 10 anos, a Internet 4 anos, o IPod 3 anos e o Facebook adicionou 100 milhões de utilizadores em menos de 9 meses (se o Facebook fosse um país, seria o 4º maior em população).
  • O download de aplicativos para o IPod atingiu 1 bilhão em 9 meses.
  • As redes sociais e os blogs estão no 4º lugar das actividades mais populares on-line, batendo inclusive o e-mail pessoal e 10% de todo o tempo gasto na internet é em sites dos media sociais.
  • Um em cada seis estudantes do ensino superior tem o seu curriculum on-line.
  • 80% das empresas estão a utilizar o Linkedln como a principal ferramenta para procurar empregados.
  • Ashton Kutcher e Ellen DeGeneres (actores) têm mais seguidores no Twitter do que a população inteira doa Irlanda, Noruega e Panamá.
  • 80% do uso do Twitter é através de telemóveis que as pessoas actualizam de qualquer lugar, a qualquer hora.
  • Geração Y (nascido a partir de 1975) e Z (nascido a partir de 1985) consideram o e-mail uma coisa antiquada.
  • YouTube é o segundo maior sistema de busca do mundo e tem mais de 100.000.000 de vídeos.
  • Criada em 2004, o Flickr tem mais de 3,6 bilhões de imagens alojadas.
  • A Wikipedia tem mais de 13 milhões de artigos em mais de 260 línguas diferentes. O site atrai mais de 60 milhões de utilizadores únicos por mês e estudos mostram que é mais confiável que a enciclopédia Britânica.
  • Existem mais de 200.000.000 de Blogs e 54% dos utilizadores dos blogs colocam conteúdos diariamente.
  • Mais de 1,5 milhões de partes de conteúdos (links, reportagens, posts em blogues, notas, fotos, etc.) são partilhados diariamente no Facebook.
  • 24 dos 25 maiores jornais estão a passar por declínios recordes de circulação. Não procuramos mais pela notícia, a notícia é que nos encontra. Num futuro próximo não iremos mais procurar por produtos e serviços, eles é que nos irão encontrar através dos media sociais.
  • Os media sociais não são uma moda, são uma mudança fundamental na maneira como nos comunicamos.