Sou adepta e favorável ao desenvolvimento tecnológico, mas como em tudo na vida, há sempre o lado positivo e o negativo, o bom e o mau.A tecnologia, informação, internet, telemóveis, redes sociais e câmaras de vigilância, são alguns elementos que compõem a sociedade de Informação do nosso dia-a-dia e que nos expõem numa "aldeia global" em que tudo está "à vista".
A linha que separa a inovação tecnológica da invasão de privacidade de cada um de nós é muito ténue.
O GPS de uso banal, não só nos ajuda a encontrar um local, como a sermos localizados.
O telemóvel permite estar contactável e poder contactar a qualquer momento, mas também retira a nossa liberdade e privacidade.
O Google Earth e o Microsoft Virtual Earth recolhem informação em tempo real, recorrendo a câmaras de vigilância ou de trânsito e detectam pessoas e veículos. Embora todos os dados obtidos sejam anónimos, não podemos deixar de pensar que com estas ferramentas é possível seguir e controlar os passos de uma pessoa.
Em Inglaterra foram colocadas câmaras de vigilância por todo o lado, como medida de combate ao terrorismo, mas também é muito fácil seguir uma pessoa ou utilizar estes meios de modo perverso, até pelos próprios terroristas, virando-se "o feitiço contra o feiticeiro".
O Facebook é a maior rede virtual do mundo, onde existem dados de todos nós, dos nossos amigos, de familiares. Mesmo que não sejamos aderentes desta rede social, não temos a segurança que outra pessoa não disponibiliza vídeos, fotos e informações nossas e "uma vez na Internet é para sempre”.
O fundador do Facebook, Mark Zuckerberg afirmou que, na era das redes sociais, as pessoas já não esperam ter privacidade e que a privacidade já não é uma “norma social".
É preocupante esta mudança de mentalidades e compete aos pais, professores, sociólogos e meios de comunicação social aplicar medidas de segurança apertadas de modo a minimizar "o lado mau ou perverso" da tecnologia.
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